OTOPLASTIA (cirurgia das orelhas proeminentes)
A orelha em abano ou orelha proeminente, de origem genética, é uma causa frequente de bullying, sendo que este se inicia já na infância e pode causar consequências psicológicas e comportamentais, o que influencia no convívio social. É comum que a pessoa escolha um corte de cabelo ou um penteado especificamente na tentativa de disfarçá-la.
Assim, a otoplastia (cirurgia das orelhas) é
frequentemente feita na infância. Geralmente opera-se após os 6 anos que é
quando a orelha já está completamente formada, coincidindo com o início da vida
escolar e quando a criança passa a se importar e incomodar com a opinião dos
outros.
A cirurgia dura cerca de 2h, podendo ser feita com anestesia local, local + sedação ou geral em situações específicas. Existem várias técnicas para deixar as orelhas com aparência harmoniosa, mas todas envolvem diminuição do ângulo entre a cabeça e a ponta superior da orelha, reconstrução da anti-hélice (curvatura em funil dentro da orelha) e redução da concha (parte côncava da orelha). A cicatriz fica escondida atrás da orelha. A internação costuma ser breve, recebendo alta no mesmo dia.
Eventualmente, pode haver recidiva (retorno) da orelha proeminente, dentre as causas, as mais comuns são: orelha volta a crescer (ainda não havia terminado seu desenvolvimento), cicatrização da cartilagem fora do esperado, mas o principal é por falta de cuidados adequados no pós-operatório.
Após a cirurgia deve-se ficar com a cabeça enfaixada por alguns dias, causando uma sensação de “dificuldade” para ouvir. Posteriormente, utiliza-se no dia-a-dia uma faixa elástica por 1 mês. Os cuidados pós-operatórios devem ser mantidos até completar 3 meses de cirurgia.
Os riscos são mínimos e as complicações são infrequentes.